Você se Lembra?

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sábado, 19 de maio de 2012

Navios da Frota Branca (ENASA)

O Transporte Fluvial de Passageiros, já teve seus dias de glória, isto nos bons tempos dos SNAPP e no inicio da ENASA, com confortáveis e luxuosos navios, misto de carga e passageiros, que faziam a rota do Marajó e do baixo Amazonas até Manaus, atendendo ainda a linha de Iquitos no Peru e do Madeira até Porto Velho, utilizando os navios da frota branca, como era conhecida.
Constituída dos seguintes navios: Lobo D’Almada, Augusto Montenegro, Leopoldo Perez, Lauro Sodré e Presidente Vargas, sendo este último, com formato diferente dos outros. Todos eles construídos em Amsterdam na Holanda. Tinham capacidade para transportar 500 passageiros, na classe popular e na classe especial.
Foram eles os melhores que já passaram pela Amazônia.
O fim dos navios da ENASA, mais conhecida como frota branca, foi triste.

*      O navio Augusto Montenegro, permanece quase totalmente no fundo da baía de Guajará, próximo ao barranco de Miramar em Belém.
*      Os navios Lobo D’Almada e Lauro Sodré, acabaram abandonados em um dos portos a margem da baía do Guajará, num cemitério de navios, em virtude de uma disputa judicial.
*      O navio Leopoldo Perez, ao navegar pelo estreito de Breves, foi abalroado por uma corveta da marinha, afundando imediatamente. Isto a noite com cerca de 400 passageiros abordo. Não houve vítimas.
*      O navio Presidente Vargas, afundou em Soure na ilha do Marajó.

Navio Lauro Sodré
Navio Lobo D'Almada
Navio Leopoldo Perez
Navio Augusto Montenegro



Navio Presidente Vargas

43 comentários:

  1. Excelente seus registros. Precisamos de pessoas assim, para não perdermos nossa história

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  2. Viajei em vários navios da frota branca no inicio dos anos 70 no trecho Belém/Soure. Pena que nos dias atuais não existem mais esses navios.

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    1. Bom dia, sou estudante de mestrado, e a minha dissertação de mestrado é sobre o transporte fluvial para Soure, preciso muito saber sobre esses relatos com relação aos navios da frota. Se puder entrar em contato comigo, eu agradeço, meu e-mail é thilianemeguis@gmail.com ou thilly20@hotmail.com

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  3. lendo esse post, vejo que hoje poderia ser melhor o transporte de passageiros para a Ilha do marajó...pois os navios que fazem a linha hoje...deixam muito a desejar. Na ultima semana fiz três viagens ao marajó, e notei que um dos navios estava apresentando problemas em um dos motores, o que resultou num tempo maior de viagem...

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  4. A falência da frota deve-se a mA gestão do dinheiro publico, como nos dias de hoje. Muitos oportunistas viajavam de graça sem necessidade, de onde so de retira e nao se repõe um dia acaba. Desde criança eu viajei em todos esses navios, e faltou citar o N/M Fortaleza, que foi o derradeiro a deixar de ser utilizado. A ENASA empresa proprietária dos navios era usada pra cabides de empregos dos coronéis da região amazônica, sempre fora administrada por gestores incompetentes e que por tratar-se de uma empresa de capital mista, tendo como maior acionista o governo nao tinham ambição de gerar lucros, os navio nao recebiam manutenção necessária, em vista disso foram depreciando e se acabando. Exemplo foi o NM Pte. Vargas, que emborcou na frente de Soure-Pá. Ficou mais de 2 anos e a empresa nada fez pra recupera-lo, era de extrema importância pra economia e o único meio de locomoção da população das cidades de Soure e Salvaterra pra capital, sem o navio a população se arriscava atravessar a Baia do Marajó em pequenas embarcações de pesca e de transporte de cargas, sem nenhum conforto e risco muito grande de naufrágio, pois essa baia e muito agitada principalmente no verão.
    Ate hoje a população continua sofrendo, entra governo e sai governo e nada foi feito.
    Antonio Pedro Torres Santos

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  5. Carissimo, por gentileza, voce tem informações tecnicas sobre estes navios?

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  6. Realmente são histórias como essas que deveriam ter uma ênfase maior nas escolas paraenses. Eu tive a felicidade de trabalhar na extinta ENASA S/A.
    Na época com 17 anos, como oficineiro naval menor aprendiz,trabalhava com fabricação e reposição de peças para alguns desses navios. Navios com cascos de puro ferro, todos eles trabalhavam com dois motores, duas hélices de bronze, ( metal nobre ), cabines e camarotes bem arrojados para época.
    Seu estaleiro contava com uma mão de obra especializada e compromissada.
    É pena que uma empresa daquele porte acabara daquele jeito.
    E-MAIL: elvertailton@hotmail.com.

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    1. VC CONHECEU ALGUEM COM NOME NONATO ELE ERA UM DOS COMANDANTE DESSES NAVIOS DA ENASA ELE ERA MEU PAI EU SO SEI QUE ELE JA MORREU SE TEM ALGUEM QUE CONHECEU ELE SE SOUBER DO NOME DELE COMPLETO ME PASSEM PARA POSSA ENCONTRA ALGUEM DA FAMILIA DELE EU GOSTARIA MUITO DE ENCONTRAR UM ABRAÇO SE ALGUEM SOUBER MANDE PELO MEU Email: antoniowanzeller@hotmail.com

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  7. Estou confuso.
    1) Que eu saiba, o navio Augusto Montenegro foi comprado e sucateado por uma siderúrgica, em meados dos anos 80.
    A propósito, tenho um telégrafo dado como sendo desse navio, o qual necessita de reparo. Alguém sabe quem possa fazer essa recuperação?
    2) Em 1977, fiz uma pequena viagem no navio Lobo D'Almada de ida e volta de Belém à ilha de Cotijuba, como convidado de um evento que marcava a inauguração da linha Belém/Tucurui.

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  8. Não sei como ainda não fizeram um filme sobre isso... Aquilo foi um crime, uma sabotagem preparada pelos tubarões da ENASA para desviar as atenções de um rombo milionário praticado por eles dentro da empresa. Quem contava essa estória com todos os detalhes sórdidos era o falecido comandante Sinfrônio Queiroz, que descobriu tudo e botou a boca no trombone. Infelizmente, ninguém conseguiu provar nada, e os mosqueirenses e veranistas ficaram sem seu lindo navio. Há quem diga que nas noites de lua cheia, à meia-noite, quem está no trapiche da Vila consegue ver o vulto do "Presidente Vargas" passando ao largo, e ouvir seu sonoro apito. Virou um navio fantasma. Mas um fantasma muito querido...

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  9. Muita gente dentro da Enasa, que na época se chamava Snapp, sabia das falcatruas dos seus dirigentes mas tinham medo de abrir o bico porque precisavam dos seus empregos. Quando a coisa ficou preta, os mafiosos armaram o naufrágio do "Presidente", arriscando a vida de centenas de pessoas, para desviar as atenções da mídia para uma enorme tragédia. Eles "esqueceram" de trocar a bucha do eixo da hélice, que, desgastada, permitiu a entrada de água nos porões da embarcação. Felizmente, o navio só adernou e afundou quando já estava atracado e todos já haviam saído. Vários ex-comandantes da empresa denunciaram a sabotagem, mas ninguém apresentou provas concretas. E ficou por isso mesmo. O mais belo navio da frota branca agora descansa para sempre no fundo do rio.Um crime perfeito.

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  10. Eu também viajei nesses navios de Santarém para Manaus e cidades intermediárias com meu pai, quando tinha a idade de 10 a 12 anos. Lindos navios de fabricação Holandesa. Eu circulava por todo o navio conhecendo seus detalhes que eram lindos, e ficava horas olhando aquele maquinário todo dourado que parecia ser de ouro, e o maquinista passando a flanela que o deixava brilhante. Aquela cena me alimentava o sonho de um dia ser maquinista também... Lembro-me de ver os mestres jogando um peso metálico no rio para medir a profundidade do canal navegável, não tinham sonar. Cadê os restos desses navios? Que poderiam ser montados para museu aqui em Santarém. Fizeram parte de nossa história e a colonização da Amazônia. Tempos bons que não voltam mais...

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  11. Meu avô trabalhou como taifeiro na ENASA. Conheceu toda região amazônica, vários estados do nordeste.

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  12. Eu também conheci estes navios, não só os considerados da frota branca, como o Almirante Alexandrino empurrados e muitas balsas. Morava em uma Vila chamada COCAL, que era passagem obrigatória de todos os navios que iam para o amazonas. Estes navios paravam no cocal para embarcar mercadorias como sal, sabão, a famosa cachaça cocal e transportavam passageiros em duas classes turística e mista. Foi uma época de boas lembranças não só para mim mas para a população da vila. quando estes navios atracavam no porto, vinham pessoas de outras regiões para vender produtos, entre eles o açaí e camarão

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  13. Tirei minha infância viajando ao Mosqueiro e quis o destino que aos 10 anos fosse eu ali morar. Em todos esses navios viajei, inclusive no Fortaleza e Almirante Alexandrino que não constam dos comentários. Analisem o que é um País de Terceiro Mundo: o helicóptero com o Ulisses Guimarães, caiu no mar, profundidade de 400 metros e até hoje não acharam. O boeing 373 da Air France, caiu no oceano, profundidade de 4.000 metros e localizaram até as caixas preta. O Costa Concordi (transatlântico) adernou em uma ilha na Itália, de lá o tiraram e transportaram a outro lugar, o Presidente Vargas, naviozinho perto daquele, afundou no rio, águas rasas e, lá permanece. Lembro que às 17:00 horas ia para a rampa do trapiche em Mosqueiro, esperar a Chegada do Cisne, sentado na mureta de tijolo maciço impedido por uma corda, eu olhava rumo ao Pinheiro, hoje Icoaraci e ao longe avistava aquele filete de nuvem escura, era o nosso Cisne Branco. Os passageiros quando passavam pela rampa, o primeiro era sempre vaiado e não ficava aborrecido pois era a cultura, rs,rs,rs,rs... Hoje lembro, conto e tenho certeza que jamais voltará. Se quiserem aumentar ou matar a saudade, no restaurante do Afonso, atrás do Mercado Municipal, na Praça Matriz, logo na entrada há uma foto considerável do Cisne Branco da Guajará.
    Jorge Nascimento Coutinho jorge.coutinho@ibge.gov.br

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  14. Tive o prazer de conhecer todos esse navios, na década de 1950. Ao aportarem no trapiche de Santarém, eu e demais grupos de garotos corríamos até lá para vê-los e alimentar o nosso deslumbramento por essas belas naves. Havia também os grandes transatlânticos, da cia Loyd, que ficavam ancorados ao largo da Cidade. Em volta deles, nós (eu e demais garotos) íamos nadar, ignorando a advertência do comandante sob o risco de sermos atacados por algum peixe grande, que aparecia por ali em busca de alimentos jogados, no rio, pelo cozinheiro do navio....rss

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  15. Aplausos e agradecimentos para o registro e comentários enriquecedores. Em tempos de tanta banalidade, um resgate histórico da navegação amazônica. Parabéns!

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  16. meu pai trabalhou no placido de castro (chatinha) muitos anos ele dedicou a vida dele por esse navio,morreu fazendo o que ele mai gostava,eu sinto muita saudade desse navio porque ele representava muito para meu pai.

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  17. Feliz de ver o nome do meu pai, Sinfronio Queiroz, lembrado num dos comentários. Ele que foi comandante de muitos desses navios, e lutou por eles já no Sindicato de Oficiais de Náutica. Lembro das viagens que fazia com ele, e vi as tentativas de resgate do navio Presidente Vargas dos mergulhadores ainda com escafandro injetando estiropor pra tentar fazê-lo boiar, em vao, já tomado pela lama. ele viajou muito também no navio 3 de Outubro, esquecido.

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    1. ola vc saberia me dizer se tinha algum comandante guilherme na ENASA?

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    2. meu nome é Antenor Vale tenho 70 anos,sou filho de Raimundo Bentes do Vale neto de Armando de hipolito Vale,Armando foi o primeiro comandante do Lobo Dalmada e seu filho Raimundo foi o primeiro imediato,dois anos depois Armando se aposentou e seu filho Raimundo assumiu como comandante,durante o periodo do roubo da SNAPP inclusive tentaram punilo por não participar do mesmo,este Gmail é de meu Neto

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  18. quais eram os nomes da chatinhas da enasa? voces lembram?

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  19. eu li a respeito que vocé resentemente ira lansar um livro sobre a frota branca tenho uma historia que podera ser interesante em seu livro do comandante Raimundo bentes do vale sobre o lobo d,almada na epoca do roubo da snap esta historia e relacionada sobre o roubo que o mesmo não quis participar esta historia e muinto interesante e so mesmo o comandante Raimundo para realisala pois so ele poderia faser o que foi feito caso aja interese entre em contato pelo email

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  20. Quero botar as mãos nestes caras que afundaram a ENASA. Sou Maquinista trabalhei em outra empresa de navegação na epoca em 1968 agora sou proprietário de um barco com 25 mts de comprimento por 5,5 mts de largura tudo que conseguir foi através da navegação na amazonia, mas lembro bem do Navio Presidente Vargas e dos demais .

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  21. Enquanto nos EUA, as barcas ainda fazem a travessia do Hudson? Nova York, funcionando desde a década de 50. O problema aqui é a corrupção. Lastimável.

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  22. Nosso pais está dominado de políticos ladrão.

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  23. eu cheguei a vender o jornal o liberal nesses navios quando eles paravam no porto de santarem eu tinha 11 anos tenho eles na minha memorias anos de 1976

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  24. Parabéns, pelo trabalho excelente, Eu busco Noticias do Navio Rio Jari, que fazia Belém , Monte Dourado...Se alguem souber informa aqui por favor.
    Edson

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  25. Este comentário foi removido pelo autor.

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  26. Puxa que pena que acabou. Eu fiz em 1987 uma viagem de manaus, ilha de marajó e terminando em belém !É muito triste saber que neste Brasil nada tem continuidade!

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  27. Eu gostaria de saber no que aconteceu com o navio rio jari?

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  28. Eu gostaria de saber no que aconteceu com o navio rio jari?

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  29. Saudades de uma viagem de Belém à Manaus a bordo do Augusto Montenegro. (1974)

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  30. Boas recordações de uma viagem (1973/1974) com minha família (mãe,irmãos e tia) de Belém à Manaus a bordo do Augusto Montenegro.

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  31. Lendo todos esses comentários, lembrei de meu pai que trabalhou na antiga SNAPP. Saudades! ( Telma Ferreira, filha de Eugenio Diogenes Ferreira)

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  32. Lendo todos esses comentários, lembrei de meu pai que trabalhou na antiga SNAPP. Saudades! ( Telma Ferreira, filha de Eugenio Diogenes Ferreira)

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  33. Este comentário foi removido pelo autor.

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  34. Prezado Inacio, como e com quem poderia obter autorização para usar em um livro a foto do Leopoldo Peres, que aparece aqui. Fiz uma viagem nele Belém-Manaus em 1975 e tenho até fotos, mas não como este P&B, histórica.

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  35. antonio carlos wanzeller dos santos19 de outubro de 2017 10:16

    Alguem sabe onde se encontra os arquivos da enasa

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  36. antonio carlos wanzeller dos santos20 de outubro de 2017 10:51

    alguem saber os nomes do presidente dos navios da enasa

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  37. antonio carlos wanzeller dos santos20 de outubro de 2017 11:00

    alguem sabe os nomes dos comandantes dos navios Presidente vargas e Lauro Soudre

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