Você se Lembra?
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
História do São Raimundo Esporte Clube
O São Raimundo Esporte Clube é uma agremiação esportiva de
Santarém, uma das principais do estado do Pará. Fundado no dia 9 de
janeiro de 1944. Com a decadência e desativação do Vasco da Gama, fundado em 1932, que
teve como seu último presidente o senhor Odorico Reis de Almeida, surgiu
em 1942 o Alegria Esporte Clube (uma alusão a Rua da Alegria),
desarticulado no ano seguinte quando foi transformado em Santa Cruz
Esporte Clube, de vida curta, e logo sucedido pelo São Raimundo Esporte
Clube, no dia 9 de janeiro de 1944, num amistoso contra o selecionado de
uma comunidade localizada as margens da rodovia Everaldo Martins. No
momento de sua inscrição, um de seus sócio-fundador, o Sr. David
Natanael ao invés de escrever o time como "São Brás" inconscientemente
escrevera como São Raimundo. O uniforme, a princípio predominantemente
na cor branca, além da influência dos uniformes oficiais do Santos
Futebol Clube, de São Paulo e da própria Seleção Brasileira, se tornava
mais fácil adquiri-lo no mercado da época. A sede provisória passou a
ser a residência do próprio Odorico Reis Almeida na atual Rua 24 de
Outubro, local da fundação.
Neste mesmo ano, o São Raimundo enfrentaria pela primeira vez o seu principal rival, o São Francisco, no campo "O Poeirão" onde hoje se localiza o Colégio Batista. No Confronto, o time azulino levou a melhor, com o placar de 5 a 3. O time do pantera que participou do primeiro clássico Rai-Fran da história foi: Gerson; Valdomiro e Nezinho; Valdemarinho, Moacir e Francisco Nascimento; Manezinho, Tapioca, Domingos Rock; David Natanel e Ceci Nascimento.
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| São Raimundo Esporte Clude 1957 |
Neste mesmo ano, o São Raimundo enfrentaria pela primeira vez o seu principal rival, o São Francisco, no campo "O Poeirão" onde hoje se localiza o Colégio Batista. No Confronto, o time azulino levou a melhor, com o placar de 5 a 3. O time do pantera que participou do primeiro clássico Rai-Fran da história foi: Gerson; Valdomiro e Nezinho; Valdemarinho, Moacir e Francisco Nascimento; Manezinho, Tapioca, Domingos Rock; David Natanel e Ceci Nascimento.
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| São Raimundo Esporte Clube 1978 |
No dia 15 de janeiro de 1950, a Pantera conquistou seu primeiro título
ao vencer o Campeonato Santareno de 1949 em cima do América por 1 x 0.
Nos anos 50, os ídolos do clube eram Belêlêu e Enéas, que encantaram a
torcida alvinegra.
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| Enéas e Belêlêu em jogo do São Raimundo |
Por ocasião da disputa do Campeonato Santareno de 1957, quanto o São
Raimundo voltou a ser campeão, o locutor Elias Pinto, torcedor e
fundador do time, através do microfone da Rádio Clube, passou a
denominá-lo de “O Pantera Negra”.
São Raimundo Esporte Clube, 1968
Em 1968, no velho Estádio Elinaldo Barbosa, o São Raimundo Esporte Clube venceu, por 3 x 2, a Seleção Brasileira Olímpica. Na foto, o timaço do Pantera Negra: Em pé: Everaldo Martins (presidente), Pedro Nazaré (capitão), Ricardo, Inacinho, Surdão, Brito, Jurandir, Bosco e Moacir. Agachados: Lacrau (massagista), Manoel Maria, Nazareno, Dote, Pelezinho, Caveirinha e David Natanael (técnico e genitor de Manoel Maria, craque santareno que brilhou no Santos).
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Santarém: Loja Malheiros, 1953
Loja Malheiros, de Vicente Malheiros & Filho. Rua João Pessoa, 241. Revendedores autorizados para todo o Baixo Amazonas dos artigos da Philips do Brasil: rádio, amplificador, radiofone, toca-disco, carregador de bateria e acessórios para rádios. Distribuidores de Discos Odeon e artigos da Fábrica Odeon. Concessionários do relógio Omega. Exclusivistas da Renner, fabricante de puro linho e casemira. Mantém grande sortimento de miudezas, relógios, jóias, óculos, perfumarias e artigos para presentes. Materiais elétricos e instrumentos musicais. Dispõe de oficina para assistência e consertos de rádios Philips, sob a direção de Rostand Malheiros.
Fonte: Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Bilhete de Passagem da Extinta "SNAPP", 1957
Verso
Navio Lobo D'almada
Navio Lobo D'almada
Melhores navios fluviais de passageiros que atenderam a Amazônia
Sempre
é bom recordar os grandes momentos da navegação fluvial da Amazônia,
especialmente com relação aos transportes de passageiros. Os SNAAP -
Serviços de Navegação da Amazônia e Administração do Porto do Pará, que
era um autarquia do Governo Federal com sede em Belém, operou os mais
luxuosos navios mistos em todas as direções da região, destacando-se os
da Frota Branca, que foram construídos em Amsterdam, na Holanda, e que
faziam a rota do baixo Amazonas até Porto Velho, com escalas em diversas
cidades, inclusive Manaus, atendendo também o rio Solimões até a cidade
peruana de Iquitos, denominados 'Leopoldo Peres', 'Augusto Montenegro',
'Lauro Sodré' e 'Lobo D´almada', e ainda o luxuoso 'Presidente Vargas', que atendia Mosqueiro e
Soure. Hoje, lamentavelmente, nenhum deles existe mais.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Círio de Nossa Senhora da Conceição, 1931
Círio de 1931, saindo da antiga capela de São Sebastião. A imagem no andor foi doada pelo Governador Francisco Xavier Mendonça Furtado, em 14 de Março de 1758, por ocasião da elevação de Santarém a categoria de Vila. É uma escultura do estilo barroco-português, feita em uma única peça de carvalho. Em 1835, esta imagem quase foi destruída a golpes de machado pelos revolucionários cabanos, quando de sua invasão à Santarém.
Em 1931, o professor Antônio Batísta Belo de Carvalho, "redescobriu" esta imagem em um relicário da catedral, ano este em que a mesma voltou a sair nas procissões.
Em 1931, o professor Antônio Batísta Belo de Carvalho, "redescobriu" esta imagem em um relicário da catedral, ano este em que a mesma voltou a sair nas procissões.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Santarém: Trecho da rua Siqueira Campos, 1952
Luz: um flagelo
No dia 10 de julho de 1953 Santarém ficou completamente às escuras. O motor de luz da Usina Municipal de Eletricidade estourou: duas bobinas quebraram e um alternador fundiu. Foi o maior acidente sofrido pelo sistema de abastecimento de energia da cidade. A causa foi o excesso de carga da demanda de energia da população.
Enquanto fazia os reparos na velha máquina, a prefeitura importava de Belém um motor HMG, com capacidade para 205 KVA, e anunciava que abriria concorrência pública para a compra de um outro "grande motor", de 240 KVA, "cuja instalação será a solução definitiva do problema, colocando a nossa população em situação privilegiada entre as muitas cidades e capitais que hoje estão se debatendo na angústia e no desconforto da carência de energia elétrica". Não foi exatamente assim.
Texto: Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Praia de Alter do Chão
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Santarém: Vista aérea do Laguinho, 1953

Vista aérea do Laguinho, em época de Rio Tapajós cheio, cantada em verso e prosa que encanta a todos. Da CAIEIRA, do LAGUINHO ( MAPIRÍ é um carinho) onde canta a juruti. "Canção de Minha Saudade". Versos: Wilmar Dias da Fonseca. Música: Wilson Fonseca.
No seu livro Meu Baú Mocorongo, Wilson Fonseca diz: O Laguinho era um recanto paradisíaco. Situava-se antes da "Vera Paz". Era ovolado e media mais ou menos 500 metros de comprimento. As suas margens, de areia alvíssima, em certo lugar chegava a ter dois metros de altura. Rolar ou saltar lá de cima e cair de flecha na água gelada, era uma maravilha. E os cajueiros e os pés de apiranga em volta? Será que ainda existe nas praias aquela saborosa frutinha silvestre?
É difícil descrevê-lo. Quem quiser saber como era o Laguinho, vá ver a lendária Lagoa do Abaeté, na Bahia ou adquira uma foto dela e diga a seus amigos: o Laguinho era assim, um pouco mais bonito...Misterioso também, pois dizia-se que cobra-grande morava lá!...
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Santarém: Cruzamento da rua "João Pessoa" com a travessa dos Mártires, 1948
Cruzamento da Rua "João Pessoa" ( hoje, Lameira Bittencourt ) com a Travessa dos Mártires. Do lado direito da foto, o saudoso "Castelo".
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Santarém: O Antigo Mercado Municipal, 1953
A iluminação pública já era satisfatória e o abastecimento de água fora
normalizado, mas em 1963 as obras do novo mercado municipal se
arrastavam. Por isso, O Jornal de Santarém cobrava providências para
permitir o fechamento do antigo mercado, na João Pessoa, a principal rua
de comércio da cidade, que já não comportava "o volume de pessoas que
procuravam nesse próprio municipal abastecer-se do alimento diário".
Segundo o jornal, "quem por descuido chegar um pouquinho mais tarde e tentar penetrar no interior do velho e acanhado mercado, sai dali com as carnes amassadas e os ossos doloridos". A luta para chegar junto ao balcão do açougue "requer sacrifícios tremendos, de tal sorte que as pessoas de idade, doentes ou senhoras em certas condições não podem suportar e o remédio para esses males e esses sofrimentos está no acabamento e inauguração do novo mercado, amplo, confortável, em condições de servir satisfatoriamente à população".
Além disso, era necessário "retirar da rua João Pessoa a feira livre que ao redor do mercado se estabelece diariamente e notadamente aos sábados e domingos, quando sitienses aparecem, expondo à venda suas criações, frutas e outros produtos do seu labor, deixando, é claro, essa movimentação de negócios uma sujeira, além de causar embaraço no trânsito de veículos e pedestres".
Com a conclusão do novo mercado, "todos os inconvenientes apontados desaparecerão da rua João Pessoa, sala de visitas da cidade, porque a venda de carnes, frutas, aves, etc. se deslocará para o novo e apropriado local".
Foto: Sidney Canto
Texto: Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Segundo o jornal, "quem por descuido chegar um pouquinho mais tarde e tentar penetrar no interior do velho e acanhado mercado, sai dali com as carnes amassadas e os ossos doloridos". A luta para chegar junto ao balcão do açougue "requer sacrifícios tremendos, de tal sorte que as pessoas de idade, doentes ou senhoras em certas condições não podem suportar e o remédio para esses males e esses sofrimentos está no acabamento e inauguração do novo mercado, amplo, confortável, em condições de servir satisfatoriamente à população".
Além disso, era necessário "retirar da rua João Pessoa a feira livre que ao redor do mercado se estabelece diariamente e notadamente aos sábados e domingos, quando sitienses aparecem, expondo à venda suas criações, frutas e outros produtos do seu labor, deixando, é claro, essa movimentação de negócios uma sujeira, além de causar embaraço no trânsito de veículos e pedestres".
Com a conclusão do novo mercado, "todos os inconvenientes apontados desaparecerão da rua João Pessoa, sala de visitas da cidade, porque a venda de carnes, frutas, aves, etc. se deslocará para o novo e apropriado local".
Foto: Sidney Canto
Texto: Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Santarém: Praia da Vera Paz
Quando boiava, linda lá no azul celeste,
A luz peregrina, alcovitando amores,
Ó Vera Paz, quanta felicidade nos deste,
Ao som dos violões e a voz dos teus cantores !
A luz peregrina, alcovitando amores,
Ó Vera Paz, quanta felicidade nos deste,
Ao som dos violões e a voz dos teus cantores !
Nas cinzas do que se foi, quase a chorar ingresso...
Todo um passado fica para sempre morto,
Porque, como um tributo pago ao progresso,
A nossa Vera Paz deu lugar ao Cais do Porto !
Todo um passado fica para sempre morto,
Porque, como um tributo pago ao progresso,
A nossa Vera Paz deu lugar ao Cais do Porto !
Por isso é que dói tanto a amarga realidade:
A mais inspiradora praia regional,
Hoje é lembrança... verso... lágrima e saudade.
A mais inspiradora praia regional,
Hoje é lembrança... verso... lágrima e saudade.
Poema "Maldito Tributo" de Emir Bemerguy
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Santarém: Praça de São Sebastião, 1966
Começo do hidrômetro Um funcionário do Sesp passou um dia inteiro, em agosto de 1961, batendo de porta em porta pela cidade. Perguntava à entrada se havia torneiras defeituosas na casa, "quando deveria pedir licença, entrar e verificar se as torneiras estavam funcionando com perfeição", segundo O Jornal de Santarém. Na maioria das residências ocorria vazamento, que provocava desperdício de água "em volume incalculável". Daí a constante falta de água.
O abuso, porém, tinha data para acabar: a prefeitura e o Sesp assinaram convênio, em agosto de 1961, para a criação e instalação do Serviço Autônomo de Água e Esgotos, que seria administrado pelo órgão federal. O primeiro chefe foi Dilton de Melo Leite, engenheiro do Sesp.
Além da ampliação da rede de tubulação e melhoria do serviço de água, começariam a ser instalados hidrômetros, medindo o consumo dos moradores. Eles passariam a pagar pelo que gastassem. Até começar a vigorar essa inovação, o pagamento ainda seria feito por uma tabela, que considerava como referência o salário mínimo (da taxa equivalente a 2%, para o consumo público até 15 metros cúbicos, até o máximo de 55% do salário mínimo, para o consumo industrial de 121 metros cúbicos em diante) e a quantidade de torneiras.
Texto: Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Santarém: O Velho "Pau da Garça"
O Velho "Pau da Garça". Década de 50.
A famosa mureta da rua João Pessoa ( hoje, Lameira Bittencourt ). Construído em 1931, mais conhecida como "Pau da Garça". Detalhe do muro, onde a fina flor da sociedade sentava para conversar sobre os últimos acontecimentos do dia da Pérola do Tapajós. Foto em época do Rio Tapajós cheio.
Hoje, as águas deram lugar a praça do Pescador.
A famosa mureta da rua João Pessoa ( hoje, Lameira Bittencourt ). Construído em 1931, mais conhecida como "Pau da Garça". Detalhe do muro, onde a fina flor da sociedade sentava para conversar sobre os últimos acontecimentos do dia da Pérola do Tapajós. Foto em época do Rio Tapajós cheio.
Hoje, as águas deram lugar a praça do Pescador.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Santarém: Orla de Santarém
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Uma vista da Santarém antiga
Uma vista encantadora da Santarém antiga. O aeroporto pioneiro de Santarém, a escada dos viajantes, o ancoradouro das catraias, o teatro Vitória ao fundo e a chaminé da velha usina de luz. Esta era a nossa Santarém da década de 30.
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